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Arthur Miranda (M, 18)
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    Escritos impossíveis numa língua estrangeira
    Sobre todas as coisas e sobre tudo no mundo

    Um círculo começa onde terminou. Mas onde ele termina, então? Apenas transferimos o problema de um lugar indefinido pra outro lugar indefinido. Não. Se a pergunta for "Onde começa um círculo?" então está resolvido.

    Tudo é referencial. Eu não sou metódico.

    De qualquer forma, antes de começar a pensar em absurdos, vou tentar me pôr em meu lugar. Não tenho lugar, pertenço ao mundo e sou livre. Tenho lugar, sim senhor. Pertenço às coisas com as quais tenho responsabilidade. E esse critério de liberdade assusta qualquer um, manifestando-se em verborragias e verborróidas. (Hemo!) Queremos (ou talvez apenas querem, sem me incluir) ser algo diferente do que somos, mas não nos desligamos de maneira alguma de nossas raízes. Somos aquilo que construímos um dia e, à medida que o tempo flui, fica cada vez mais destruir. Ou desconstruir.

    Numa abordagem menos esquisita e pedante do assunto, posso descrever minha vida. Sempre não pertencendo a isso ou àquilo. Acho que gostamos do diferente, do excêntrico. Bom, pelo menos quem é gente de verdade gosta. E esses fazem o mundo continuar, porque a dinâmica do ciclo vive na aberração.

    E sobre tudo no mundo? Isso é muito possível de se comentar. Borges adorava a biblioteca de todos os livros, já escritos ou não, possíveis ou não. Acho que ela tá dentro de minha mente, mas por mais que eu tente encontrá-la, ainda não a achei.

    Pareço até artificial aqui. Mas eu sou, não pareço, apenas. Assumir isso é mais artificial ainda. Oras, o que fazer? Tomar coca-cola, ser consumista e viver na era da informação. Fazer parte de um sistema aparentemente caótico, mas que se resumido em certas variáveis apresenta padrões surpreendentes. Teoricamente.

    A conclusão é que nada se pôde concluir aqui. Mais uma vez, o diálogo entre a hipersensibilidade egoísta e a arrogante metainteligência produz um artigo dentre milhões, que provavelmente nunca mudará a vida de ninguém. Metalinguagem: ou não.

    Hahahahaha ainda bem que esse site é em inglês e ninguém vai vê-lo tão cedo.

    Sat, Mar 29, 2008  Permanent link
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